Setor de transportes debate ações contra a MP 873

Dirigentes sindicais do transporte se reuniram, nesta terça-feira (12), na sede da Federação dos Trabalhadores em Transportes do Estado de São Paulo (Fttresp), para apresentar o movimento nacional de protesto organizado pelas centrais sindicais, marcado para o próximo dia 20 (quarta-feira) contra a Reforma da Previdência.

Entre as ações previstas para a data estão o uso em massa das redes sociais, distribuição de jornal reportando denúncias  aos ataques aos direitos dos trabalhadores e paralisações de alguns segmentos.

O argumento do Governo Bolsonaro de “terra arrasada” pra cima  do movimento sindical também foi discutido durante o encontro na Federação. 

Para o secretário da manutenção do Sindmotoristas, Nailton Porreta, a Medida Provisória 873 é “cortina de fumaça” para aprovar a reforma previdenciária e consumar o projeto de previdência privada, sem oposição e resistência das entidades sindicais.

A estratégia dos dirigentes é organizar uma ação conjunta dos sindicatos dos transportes, por meio da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT), questionando na Justiça a inconstitucionalidade da MP.

 

Reunião paralela

Enquanto os líderes sindicais debatiam o plano de luta, advogados das entidades filiadas buscavam mecanismos para suspender os efeitos da MP 873, em reunião paralela, no auditório da Federação.

Em seguida, o jurídico da Fttresp juntou-se aos dirigentes. O grupo definiu como primeira medida a elaboração de uma Nota Técnica cobrando do setor patronal o cumprimento do acordo coletivo que prevê, inclusive, o desconto em folha da mensalidade sindical.

Esse documento será uma das frentes de resistência à MP. A CNTTT já prepara uma ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade).

Os dirigentes saíram da reunião cientes da enorme responsabilidade de comandarem suas bases na luta contra o que consideram uma afronta à democracia: a Reforma da Previdência e a MP 873.

Diante do cenário, o presidente da Fttresp, Valdir de Souza Pestana, destacou que chegou a hora de o movimento sindical mostrar a sua força afinal, não é a primeira vez que os sindicatos ficam na mira do governo. “Aqui se encontram diferentes correntes políticas e ideológicas, que priorizaram a sobrevivência do movimento sindical e dos direitos trabalhistas. Dirigentes de todas as centrais estão somando com a gente do transporte. Isto é positivo”.

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